O SUS Faz 30 Anos! | Idec

Em edição de novembro/dezembro de 2018, a REVISTA DO Idec (Em Defesa do Consumidor Cidadão) nos brinda com a entrevista do Médico Jairnilson Silva Paim, que registra o seu relato sobre os 30 anos do SUS.

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“Em 5 de outubro de 2018, o Sistema Único de Saúde – o nosso SUS – trintou. Nessa data, em 1988, foi promulgada a Constituição Federal Brasileira, que estabeleceu ser dever do Estado garantir saúde a todos os cidadãos brasileiros. Contudo a criação do SUS não aconteceu da noite para o dia. Foi preciso que muitas pessoas se reunissem no chamado movimento da Reforma Sanitária Brasileira (RSB), nas décadas de 1970 e 1980, e clamassem por um sistema público de saúde universal.

“Há três décadas, o SUS atende à parte da população do Brasil e é alvo de fortes críticas, como se não houvesse pontos positivos. Mas há muitos motivos para nos orgulharmos, de acordo com o médico Jairnilson Silva Paim, um dos ativistas da reforma sanitária. Ele nos concedeu esta entrevista em outubro, por e-mail, pois mora em Salvador (BA), onde leciona na Universidade Federal da Bahia.”

Degustação…

“Do que foi planejado na época da criação do SUS, o que de fato se tornou realidade?

Jairnilson Silva Paim: “O SUS foi concebido como um sistema universal, mas passou por vários ‘filtros’. Um dos primeiros foi a Comissão Nacional de Reforma Sanitária (CNRS), quando o setor privado se fez representar e mudou a tática para sabotar a proposta, não participando da 8a. CNS [Conferência Nacional de Saúde]. A partir de então, fez proposições de acordo com seus interesses. Outro filtro foi o próprio capítulo da Constituição, quando a proposta de concessão pública foi substituída por “relevância pública”, além do artigo estabelecendo que a saúde é livre à iniciativa privada. Posteriormente, vieram as leis n. 8.080/1990 e n. 8.142/1990 e as Normas Operacionais Básicas (NOBs). Nenhum dos governos após a promulgação da Constituição de 1988 comprometeu-se com o projeto da RSB e com o SUS como sistema universal. Transitaram entre um SUS para pobres e um SUS real ou pragmático, mas não implementaram o SUS democrático e constitucional. Apesar disso, tornou-se realidade a difusão do direito à saúde, com distintas interpretações. O reconhecimento, ainda que formal, desse direito tem possibilitado a divulgação dessa conquista na sociedade.”

[…]

Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui!

Boa leitura!

‘A Lista de Schindler’ faz 25 anos e Spielberg comenta a relevância atual do filme

‘O ódio individual é uma coisa terrível, mas, quando o ódio coletivo se organiza, vem o genocídio. Então, esse ódio não é algo que possa ser menosprezado. Temos que levá-lo mais a sério hoje do que o levamos na geração passada’. diz Steven Spielberg, diretor de ‘A Lista de Schindler’

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