Por Nicholas Merlone

Ao investir seu dinheiro em aplicações financeiras, é preciso diversificar e não botar todos os ovos na mesma cesta, bem como não colocar o dinheiro do feijão com arroz em aplicações. Assim, é preciso aplicar apenas parte previamente determinada de seus rendimentos, de modo a não incorrer em erro. Além disso, é preciso conhecer bem o setor específico onde deseja investir, além de acompanhar as notícias sobre direito, economia e política no Brasil e no Mundo. Feito isso, não se exclui a escolha de um assessor de confiança, que guie e oriente suas decisões financeiras. Diante disso, elenco para conhecimento alguns tipos de investimentos possíveis:

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Fundos DI: investem em títulos públicos, gerados pelo governo brasileiro. O rendimento segue os juros de mercado (CDI – que segue a Taxa Selic firmada pelo Banco Central)

Tesouro Selic: títulos gerados pelo governo brasileiro com rendimento que segue os juros de mercado. Investe-se nestes títulos pela plataforma Tesouro Direto, o que necessita uma conta numa corretora.

CDBs: títulos gerados pelos bancos. O seu rendimento, como regra, trata-se de um percentual do CDI. É, assim, um certificado de depósito bancário que pode ser retirado a qualquer tempo.

Poupança: investimento com renda predeterminada pelo governo. Seu rendimento é usado para o financiamento de imóveis, daí sua rentabilidade não ser alta, já que encareceria os empréstimos.

Fundos MultiMercado: investem em diferentes ativos: ações, moedas, commodities, títulos de renda fixa, no Brasil e no exterior. A economia, a política e o cenário global influenciam as decisões dos gestores dos fundos.

Fundos Long and Short: são igualmente fundos multimercado. Porém, investem somente em ações.

Ações: pequenas partes de uma empresa presente na Bolsa de Valores. Cenários interno e externo influenciam seu desempenho, bem como sua atuação no mercado profissional. Pode-se investir por corretoras, bem como por fundos de ações.

Fundos de Ações: parte deles seguem os índices da Bolsa de Valores (p.ex.: Ibovespa e IBRX). Outra parte é determinada pelos seus gestores.

Títulos Privados: são gerados pelas empresas e pelos bancos para angariar recursos. Ex: CDBs e debêntures.

Debêntures: se tratam de títulos de renda fixa de longo prazo gerados por empresas públicas ou privadas. São formas de as empresas arrecadarem recursos.

Fundos de Renda Fixa: são aplicações em títulos públicos e privados. Fundos de debêntures de infraestrutura são isentos de IR (imposto de renda).

Fundos Imobiliários: investem em imóveis ou em títulos do mercado imobiliário (CRIs e LCIs). No caso de Pessoas Físicas são isentos de imposto de renda.

Derivativos: operações financeiras que “derivam” de ativos negociados no mercado à vista. São negociados no mercado futuro (fundos de derivativos), por meio de commodities, ativos financeiros (p.ex.: taxas de juro e índices de mercado).

Previdência Privada: trata-se do sistema por meio do qual você remete sua renda de hoje para o futuro. As organizações de previdência privada funcionam como administradoras de poupanças de pessoas físicas. Podem ocorrer por bancos ou seguradoras. Há dois tipos: PGBL e VGBL – os dois são aplicações para poupança de longo prazo.

PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) – somente compensa se você utilizar a dedução dos 12% no IR a pagar. Neste caso, a tributação incide sobre o valor total dos resgates.

VGBL (Plano Vida Gerador de Benefício Livre) – nesta hipótese, a tributação só incide no ganho de capital de suas aplicações. Isto porque essa aplicação não tem o benefício fiscal de isenção de 12% sobre a renda tributável.

Referências Bibliográficas

O Guia Exame do Dinheiro. 2018.

Guia Econômico Valor de finanças pessoais. 2007.

Guia Econômico Valor de planejamento da aposentadoria. 2001.