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1 – Por que escolheu o direito como carreira?

 R: Sempre tive grande afinidade com humanas e muito gosto pelo esporte, então decidi buscar uma carreira em que eu pudesse aliar as duas coisas. Felizmente, encontrei no direito desportivo a convergência ideal (para mim) de ambos.

2 – Quais livros e filmes contribuíram para sua formação humana, profissional e acadêmica?

R: Sou de uma geração mais ligada a Games, mas um livro que me marcou muito é “O Caso dos 10 Negrinhos”, de Agatha Christie. Filmes, são vários, mas meus preferidos são “Pulp Fiction”, “O Profissional”, “The Godfather”, “Shutter Island”, “A Origem”, “Livro de Eli” e “Argo”. Todos, apesar de bem diversos, exploram bem a personalidade humana de modo crítico e impactante. Por fim, faço menção a dois jogos, Fallout e Last of Us, cujas histórias baseiam-se num hipotético futuro apocalíptico que nos faz refletir bem sobre a sociedade consumista do presente.

3 – Fale-nos um pouco sobre sua atuação no direito trabalhista e desportivo.

R: Sempre brinco que caí no direito do trabalho de “pára-quedas”. A oportunidade de atuar nesta área surgiu quando eu estava no meio de um processo seletivo de um escritório de advocacia para uma vaga contencioso cível. Não hesitei em migrar para o direito do trabalho, pois nele enxerguei uma futura porta de entrada profissional no proprio direito desportivo. Deu certo! Após 3 anos de atuação no contencioso trabalhista do Leite, Tosto e Barros Advogados (e uma pos graduação em direito desportivo pela PUC-SP), surgiu a oportunidade de atuar com direito do trabalho desporivo no departamento jurídico do Corinthians, meu time de coração, local em que trabalho desde 2015.

4 – Conte-nos um momento difícil mas de grande aprendizagem.

R: A pressão nos últimos anos de faculdade para finalizar o TCC e, ao mesmo tempo, ser aprovado na Ordem, é o grande desafio de todo estudante de direito. Mas, acredito que a migração para o direito do trabalho, quando eu era recem-formado, foi o grande desafio que enfrentei até hoje. Nunca havia laborado na área (minha experiência, como estagiário, foi em contratos numa concessionária de Energia Elétrica) e me via, como advogado, na obrigação de entregar resultados profissionais acima da média em curto prazo de tempo. O conhecimento técnico que tenho na área, hoje, deve-se à oportunidade que o Leite, Tosto e Barros me ofereceu na época.

5 – Como fazer a diferença no Direito?
R: Unir especialização à entrega acadêmica. Fugir do senso comum, que prima apenas por trabalho e dinheiro em áreas comuns (e isso não é exclusividade do direito) e buscar, sempre, se especializar em determinada área de interesse, por vezes vanguardista, em paralelo à  evolução acadêmica, seja por intermédio de cursos e pesquisa, seja mediante adoção de iniciativas que fomentem o debate e a construção de ideias. No mundo contemporâneo fala-se muito em “inovação e tecnologia”, mas não se pode olvidar que a instituição de ensino é o ambiente que mais propicia acesso a novos modos de pensar (inovação) e a novos modos de aplicar, na prática, o conhecimento (tecnologia).

 

Victor Targino

Advogado do Sport Club Corinthians Paulista, Conselheiro na IB|A Sports Alliance, Auditor na Justiça Desportiva da Federação Paulista de Basketball, Mestrando em Direito e Gestão Desportiva pelo Instituto Superior de Derecho e Economia de Barcelona e Palestrante em Direito Desportivo Internacional na Taras Shevchenko Transnistrian State University de Tiraspol.

Victor Targino de Araujo
OAB/SP 329.290
E-mail: vtargino@gmail.com
São Paulo, SP, Brasil